segunda-feira, 20 de abril de 2009



Nu - Manuel Bandeira
Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.

(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem

No profundo céu.

Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.

Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua

Lira abdominal.

Teus exíguos

- Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos –
Brilham.)

Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!

Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.

Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.

Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu’alma
Nua, nua, nua...


Relação entre Quadro e Poema

O poema compara o corpo da mulher com a noite, e registra o fascínio pela sensualidade feminima que ao vestir-se esconde suas mais belas curvas assim como o dia ofusca o brilho dos astros. Fala das partes de seu corpo como algo lindo e que tem formatos e um certo brilho próprio, assim como as próprias estrelas no céu.

sábado, 18 de abril de 2009

O Beijo - Gustav Klimt

Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.


Cânticos 1:2


Relação entre quadro e versículo

Fala que o beijo de seu esposo é inigualável, sendo melhor de que o próprio vinho. Causando êxtase e delirios, provocados por este sentimento tão abrangente que é o amor representado pelo beijo.